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Vestígios como as pinturas rupestres encontradas em diversas grutas da região, muitas ainda não decifradas, e a descoberta de esqueletos humanos, animais e objetos com mais de 8.000 mil anos mostram, sem sombra de dúvidas, que a região onde se situa o município de Matozinhos já havia sido habitada antes da chegada dos primeiros colonizadores.
Existem ainda vestígios que a região fora habitada por índios, talvez das tribos “Goianás e Tupinaquis”, mas dados imprecisos dificultam afirmar com exatidão suas origens e costumes característicos.

A origem do povoado está ligada aos remanescentes da antiga bandeira do nobre espanhol Dom Rodrigo de Castelo Branco, nomeado pelo rei português como Administrador Geral das Minas. Composta por 240 homens a bandeira do administrador partiu de São Paulo em 19 de março de 1681, com a missão de encontrar com o bandeirante Fernão Dias Paes Leme, no Povoado do Sumidouro, não o encontrando em razão de seu falecimento, foi a procura do seu sucessor e genro, Manuel da Borba Gato, houve um desentendimento entre o bandeirante e o nobre espanhol, que acabou morto, segundo alguns historiadores, pelas mãos de dois pajens do bandeirante, em 28 de agosto de 1682. Com a morte de Dom Rodrigo, vários integrantes, sem uma liderança, apoderaram do gado, instrumentos, armas e munições da bandeira e dispersaram se pelos arredores do baixo Rio das velhas, dando origem a diversos acampamentos. 

A primeira referência de domínio da terra onde, hoje, está situado o município é uma carta de doação da Fazenda Jagoara, hoje Jaguara, passada pelo Governador das Minas, Antônio Coelho Carvalho, a João Ferreira dos Santos, morador de Caeté, em 18 de janeiro de 1711, que se tornou o primeiro sesmeiro, ficando esse até 1745, depois passando às mãos de Francisco da Cunha Macedo até 1754. Tudo indica ser o Capitão-Mor Antônio de Abreu Guimarães o próximo sesmeiro, juntamente com as sesmarias doadas, pelo rei português, ao Tenente José de Souza Viana e Dona Isabel Maria Barbosa de Ávila Lobo Leite Pereira. As terras que hoje compõem o município de Matozinhos saíram dessas três sesmarias.

O povoado iniciou-se ao redor de uma capela que foi edificada no local onde fora descoberto uma imagem do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, entre ruínas de um antigo acampamento bandeirante. A capela primitiva foi erguida por Inácio Pires de Miranda, conforme a provisão de 30 de maio de 1774 e ficou como curato (filial) da Matriz de Roça Grande, Sabará. Em 23 de agosto de 1823, por alvará do Imperador o povoado foi elevado à categoria de freguesia (Arraial, atual Distrito), recebendo a denominação de Freguesia do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, pertencendo a Fidelíssima Vila de Nossa Senhora da Conceição de Sabará. Os limites da Paróquia tocavam as freguesias de Lagoa Santa, Baldim, Santo Antônio de Curvelo e Curral Del’Rei. Os principais núcleos da Paróquia eram: Matosinhos, Jagoara, Conceição do Vínculo e Trindade de Jequitibá. Em 1823 moravam na Paróquia 5.580 pessoas, sendo 1.819 em Matosinhos e Jagoara; 813 em Conceição do Vínculo e 2.948 em Trindade de Jequitibá, assim distribuídos: 4.916 adultos e 664 menores. Com a criação do Município de Santa Luzia do Rio das Velhas, pela Lei Nº 317, de 18 de novembro de 1847, a Freguesia de Matozinhos passa a pertencer a este município.

Em 31 de agosto de 1895 foi inaugurada a Estação de Ferro Central do Brasil e o chefe da construção, o engenheiro Lassance Cunha, influenciado pelas notícias de pacificação no sul do país determinou que o lugar se chamaria “PAZ” e ergueu-se uma placa com o respectivo nome, mas a mesma amanheceu riscada e no lugar escrito “MATOZINHOS” , denominação que acabou prevalecendo. A inauguração produziu novos reflexos progressistas, dando partida ao desenvolvimento econômico e social da região, como a instalação da primeira fábrica de tecidos de lã em Minas Gerais, em 1908, na localidade denominada Peri-Peri, fábrica esta que atingiu seu apogeu, com exportação de cassimira para todo o mundo, nas décadas de 40 e 50. Através da estação, eram transportadas sacas de milho e feijão produzidos em Matozinhos, uns dos maiores produtores da região.

Pela Lei Estadual Nº 843, de 7 de setembro de 1923, que cria o município de Pedro Leopoldo, o Distrito de Matozinhos desmembra-se de Santa Luzia e passa a pertencer a este novo município.
Em 1º de janeiro de 1944, pelo Decreto-Lei Nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, foi instalado o município, com os territórios dos distritos de Matozinhos, Capim Branco e Prudente de Morais, desmembrados do município de Pedro Leopoldo. Teve o primeiro prefeito, Cândido da Fonseca Viana, Candoca, nomeado pelo então Governador Benedito Valadares. A Lei Nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, cria o município de Capim Branco, desmembrado de Matozinhos e eleva à categoria de Comarca o município de Matozinhos abrangendo os municípios de Capim Branco e Prudente de Morais.
Em 30 de dezembro de 1962, pela Lei Nº 2.764, Matozinhos perde o Distrito de Prudente de Morais.

Filhos ilustres ajudaram a criar parte da história, tais como Bento Gonçalves, Caio Martins e Agripa de Vasconcelos.

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